Percebemos o que nos interessa



Chama-se "percepção seletiva", a tendência que as pessoas têm ver e ouvir somente os fatos que apóiam suas crenças e os seus referenciais socioculturais

As pesquisas de "recall" de propaganda têm muito a ver com o conceito de percepção seletiva. No caso de "recall" espontâneo, os indivíduos agem sob o impulso de um "filtro perceptivo" e tendem a "apagar" ou colocar "na lixeira" as informações que contrariem as suas crenças ou que estejam em desacordo com o seu universo de valores ou com suas aspirações e necessidades. Por exemplo: os recursos ou artifícios para sensibilizar o segmento de homens das classes A/B, de mulheres da classe C ou o segmento de pessoas que têm dor de cabeça devem levar em consideração os aspectos de objetividade, adequação, empatia, promessas, benefícios, fácil decodificação, valores socioculturais e tudo que for relevante para tornar a comunicação atrativa, eficaz e agradável ao segmento objetivado.

A apatia ou desinteresse do consumidor por alguns comerciais ou anúncios, pode ser um indício de que está em ação lá dentro dele o terrível processo de "filtro perceptivo".

Já está se tornando uma prática generalizada a realização de pré-testes e/ou pós-testes de comerciais junto ao público-alvo. Existem métodos e técnicas apropriados para verificar os índices de "recall" e os aspectos relacionados com entendimento e decodificação da mensagem, nível de persuasão e de propensão à compra, além da definição dos "likes-dislikes". É absolutamente indispensável que os pré-testes de comerciais sejam realizados junto ao público-alvo, já que os seus resultados têm muito a ver com a "percepção seletiva". (ROBERTO HARROP GALVÃO)




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